GP GEINFO · Universidade Federal de Alagoas

O Mito da Caverna

Web-exposição · Contribuições dos participantes
11º Ciclo de Estudos — Mitos Platônicos
01 de julho de 2026 · 19h
Programa da exposição

Participantes

  1. 01
    Prof. Israel Alexandria CostaA corporeidade: o corpo como mundo
  2. 02
    Arlete da Silva CastroDesenredo — Platão e Clarice Lispector
  3. 03
    Dayse AlmeidaCaverna e Matrix
  4. 04
    Profa. Sandra SouzaReflexão e análise do filme Matrix
  5. 05
    Leandro Ribeiro PalharesUma jornada psíquica pelo autoencontro
  6. 06
    Luiz Claudio Herman PoldermanUma alegoria da consciência
  7. 07
    Paulo Roberto AleixoRobert Portoquá — poemas e imagem
  8. 08
    Sueli AlcântaraTrês produções — pintura e poesia
Coordenação
GP GEINFO · UFAL

Prof. Israel Alexandria Costa

A corporeidade: o corpo como mundo
Uma interpretação de A Caverna de Platão
A Caverna de Platão
Imagem

A Caverna de Platão

Interpretação a partir do Prof. Gabriele Cornelli (COSTA, I. A.)
“Concedemos a palma da vitória à vida misturada de prazer e de sabedoria.”
Prof. Israel Alexandria Costa
A corporeidade — o corpo como um mundo
“[...] durante todo o tempo em que tivermos o corpo, e nossa alma estiver misturada com essa coisa má, jamais possuiremos completamente o objeto de nossos desejos! Ora, este objeto é, como dizíamos, a verdade. [...] somos acometidos pelas doenças — e eis-nos às voltas como novos entraves em nossa caça ao verdadeiro real!”
Platão, Fédon, 1972, 66 b-c, p. 118
A corporeidade — o corpo como o mundo
“Sócrates — Ora bem! Concedemos a palma da vitória à vida misturada de prazer e de sabedoria. Não foi isso mesmo?
Protarco — Exato.
Sócrates — Como percebemos facilmente qual seja a natureza dessa vida e a que gênero ela pertence.”
Platão, Filebo ou Do Prazer, 2020, p. 15
Prof. Israel Alexandria Costa

Referências

  • PLATÃO. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 9. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
  • PLATÃO. Filebo ou Do Prazer. Trad. Carlos Alberto Nunes. [S. l.: s. n.], ca. 2020.
  • CORNELLI, Gabriele. Platão era dualista? Cátedra Archai (UnB) / NDLC-PPGLC-UFRJ, 2020. Vídeo, ca. 150 min.
01
Poema · ensaio

Arlete da Silva Castro

Desenredo
Um diálogo entre a Alegoria da Caverna e o conto Amor, de Clarice Lispector
Poema

Desenredo

Há na terra, um ímã ao Sol
Na estrada, a trilha da Luz
Na Luz, o espaço de fuga
Na fuga, o grande encontro.
Vida, cores, sabores.
Verdade – Liberdade
E Ana em casa tecia...
Tecia em redes
Entre paredes
Enredava seus amores.
Mas a terra é ímã do Sol.
E a rede... é fio partido!
Arlete Castro — junho de 2026
Declamação da autora
Arlete da Silva Castro · Desenredo
O diálogo com Clarice Lispector · 1/2

O poema Desenredo foi inspirado na busca de um diálogo entre a Alegoria da Caverna, do filósofo Platão e o conto Amor, de Clarice Lispector, a partir da ideia mais geral – a ruptura da ilusão.

A protagonista do conto, Ana, vive uma rotina que a aprisiona, vive uma cegueira até para si mesma. O conto descreve um dia da personagem, igual a todos os dias já vividos e com previsão de se repetir para sempre... Uma realidade previsível que a protege de questionamentos e espantos.

Porém Ana sai para atender demandas domésticas e, na volta para casa, “um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde” (Lispector, Clarice), e, no percurso, vislumbra pela janela um cego mascando chicletes (chicles). É arrebatada por esta imagem, a cegueira é uma metáfora para seu despertar, uma epifania:

“[...] Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada – o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô, despencou-se do colo, ruiu no chão – Ana deu um grito [...]” (Lispector, Clarice).

Arlete da Silva Castro · Desenredo
O diálogo com Clarice Lispector · 2/2

As ideias que despertaram esta busca de diálogo entre o conto Amor e a Alegoria da Caverna desdobram-se da ruptura da ilusão – o conforto e a segurança da vida em casa (caverna), para as atividades domésticas que pareciam a Ana a única realidade (as sombras), a ruptura e a luz (a saída da caverna), o encontro inesperado com o cego (a libertação), a dor e o espanto, na descoberta de que o mundo é incontrolável, de que nenhum saco de tricô ou rede delimita o mundo que existe além da superfície, um mundo incontrolável (epifania).

Arlete da Silva Castro

Referências

  • LISPECTOR, Clarice. Amor. In: LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
  • LISPECTOR, Clarice. Amor. Disponível em: https://leituramelhorviagem.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/10/texto-para-leitura-amor-clarice-lispector.pdf. Acesso em: 26/06/26.
  • PLATÃO. A alegoria da caverna. In: A República: Livro VII, 514-517b. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 9. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. p. 315-319.
02
Ensaio

Dayse Almeida

Caverna e Matrix
Uma versão contemporânea de questionamentos antigos
Dayse Almeida · Caverna e Matrix
Sombras, simulação e despertar · 1/2

Quem já tiver lido a alegoria ou mito da caverna de Platão dificilmente escapa de relacionar ao filme Matrix (o primeiro da série), entendendo-o como uma versão contemporânea de questionamentos antigos.

No mito da caverna, os acorrentados viam sombras projetadas, acreditando que fossem a realidade. Em Matrix, o personagem Neo é o prisioneiro que deseja libertar-se e quer conhecer a verdade, sair da caverna e encarar a luz. A “pílula vermelha”, oferecida por Morpheus, é o símbolo da coragem da busca filosófica, o amor pela sabedoria que nos faz preferir as verdades incômodas à ilusão confortável.

A Matrix, na tradução filosófica oriental é Maya, a grande Ilusão. Sair dela é libertar-se da ignorância, despertar para o interno. O personagem Morpheus é um guia, aquele que explica o processo. Contudo, o despertar exige muito mais que o conhecimento da ilusão, a travessia é sempre pessoal. Ninguém pode nos fazer despertar, cabe a nós agir neste sentido.

Assistir Matrix à luz da filosofia clássica é enfrentar o desconforto sincero de uma existência alienada e vazia de propósito, conectada a crenças, hábitos e desejos muitas vezes incutidos, similar a estarmos plugados.

Dayse Almeida · Caverna e Matrix
Sombras, simulação e despertar · 2/2

Em algum momento haverá a necessidade de ultrapassar a superficialidade, em buscar respostas para as grandes perguntas que acompanham o ser humano, em buscar romper as barreiras de uma vida irrefletida, galgando consciência e plenitude.

03
Reflexão e análise

Profa. Sandra Souza

Reflexão e Análise do filme Matrix
Profa. Sandra Souza · Matrix e o Mito da Caverna
· 1/3
Qual é a realidade?

Todo mundo já sabe a sinopse, mas não custa revisar: durante o dia, Thomas Anderson é um programador insone, que bate ponto em um escritório monótono com divisórias de fórmica. À noite, é um hacker que atende pelo codinome Neo. No submundo virtual, entra em contato com algo chamado Matrix – descrita como “a sensação de que há algo de errado com o mundo”. Ele fica obcecado pela ideia. Por meio de outro hacker, Trinity, Neo conhece o conspirador Morfeu – não por coincidência, nome da divindade grega do sono. Morfeu revela que o mundo conhecido por Neo, na verdade, é uma realidade virtual. Máquinas sencientes dominaram o planeta, derrotaram nossa espécie e estão extraindo energia de nossos corpos dormentes em enormes “fazendas de gado humano” – enquanto nos mantém distraídos com um simulacro do que era a Terra no auge da civilização humana. Morfeu é um dos líderes da rebelião contra a inteligência artificial, e traz Neo para a realidade com a famosa pílula vermelha.

Mito da Caverna
Profa. Sandra Souza · Matrix e o Mito da Caverna
· 2/3

O despertar de Neo remete ao Mito da Caverna, um experimento mental proposto por Platão no livro VII República, escrito por volta de 380 a.C. No livro VII, Sócrates pede a Glauco que imagine uma caverna em que um grupo de pessoas está aprisionado desde o nascimento. Eles são atados de maneira que só conseguem ver a parede da caverna: não enxergam seus próprios corpos, nem os de seus colegas. Exatamente como os humanos em Matrix – que são armazenados pelas máquinas em cápsulas gelatinosas, desacordados. Atrás dos prisioneiros há uma fogueira, cuja luz é usada para projetar sombras de pessoas, animais e objetos na parede da caverna. Como os prisioneiros nunca tiveram acesso à realidade, passam a pensar que aquele mundo de interações entre sombras é a própria realidade. Uma versão analógica do que acontece no filme. Sócrates então imagina o que ocorreria se um dos prisioneiros fosse libertado e arrastado à força para fora – o equivalente a tomar a pílula vermelha. Após muita resistência, ele seria exposto ao mundo e forçado a pensar sobre o que vê. Assim, descobriria que a realidade é muito mais satisfatória que o teatro de sombras, e retornaria à caverna, ansioso por libertar seus colegas. O francês René Descartes, que viveu entre 1596 e 1650, é outro alicerce de Matrix. Ele é o autor da frase mais famosa da civilização ocidental, “Penso, logo existo”. Em outras palavras: não dá para ter certeza de nada. Mas dá para ter certeza de que você é capaz de duvidar de tudo. Não podemos confiar nas informações fornecidas por nossos sentidos, mas sempre teremos o raciocínio lógico à nossa disposição. As máquinas só não privaram Neo da capacidade de pensar e raciocinar, e foi essa capacidade que o libertou; indivíduos livres podem mudar o futuro, dilema que se desdobra na cena das pílulas vermelha e azul oferecidas por Morpheus. Neo deve escolher entre permanecer na realidade (pílula vermelha) ou retornar ao simulacro da matrix (pílula azul). Em Matrix, os rebeldes rejeitam o conforto da matriz, preferindo a sombria realidade. Mas também vemos o traidor rebelde Cypher (interpretado por Joe Pantoliano) buscar desesperadamente a reinserção na agradável realidade simulada. “Ignorância é felicidade”, afirma ele.

Profa. Sandra Souza · Matrix e o Mito da Caverna
· 3/3

E você o que pensa sobre isso?

04
Ensaio

Leandro Ribeiro Palhares

Uma jornada psíquica pelo autoencontro
O Mito da Caverna em chave junguiana
Leandro Ribeiro Palhares · Jornada psíquica
Da sombra ao sol · 1/3

O 11º Ciclo de Estudos do Grupo de Pesquisa Gnosiologia, Ética e Informação, da Universidade Federal de Alagoas, foi uma iniciativa relevante, necessária e edificante do Professor Israel Costa – que aproveito para agradecer a oportunidade de estudos e reflexões.

Durante quase três meses (de quatro de março a 29 de maio do ano 2026) foram 12 encontros virtuais, cada um tratando de modo profundo e didático a respeito de um mito platônico: da Criação do Mundo; de Atlântida; de Theuth; da Reencarnação; do Auriga; de Er; dos Esféricos; de Poros e Penia; da Linha Dividida; do Sol; da Caverna; de Prometeu. Para este texto brevíssimo optei por escrever a respeito do Mito da Alegoria da Caverna.

Leandro Ribeiro Palhares · Jornada psíquica
Da sombra ao sol · 2/3

Na caverna vivemos todos. Ainda que estejamos no alvorecer do século XXI após a encarnação de Jesus em nosso orbe planetário. Estamos cada vez mais afundados no subterrâneo: de nossas agendas corridas; das tecnologias que apequenam as distâncias, mas amplificam os distanciamentos; do consumo voraz; das informações cada vez mais massivas – e, para isso, rasas. Enfim, das vidas abarrotadas de um vazio adoecedor, pois nos aliena de nosso propósito enquanto pessoas humanas. E nesta caverna somos submetidos, perenemente, às mais diferentes imagens sombrias projetadas na parede de nossa consciência, por meio do fogo midiático e econômico. Sombras: alienação; torpor. Mas só há sombra onde se tem luz. Sombra é projeção da luz interceptada por um corpo opaco/denso. A luz que clareia – esclarece – pede passagem para este corpo, que é o nosso (somos nós). Habitamos o subterrâneo, que por conter a nossa essência tem potencial iluminativo. Sombra: tem característica ascensional.

Leandro Ribeiro Palhares · Jornada psíquica
Da sombra ao sol · 3/3

Da Sombra ao Sol. Saída e retorno à caverna. Tomada de consciência por meio dos conteúdos inconscientes. Idas e vindas em um processo espiralar, tecendo nossa mandala psíquica. Processo de individuação: tornar-se quem se é em essência; conhecendo-se a si-mesmo, por dentro, de dentro para fora. Constituindo-se uma totalidade única por meio de uma autoeducação hermenêutica – que só pode ocorrer em coletivo: presencial, no contato; artesanalmente. A arte de tornar-se si próprio: divinamente humano... humanamente divino.

Caverna: para sair é necessário saber que nela nos encontramos, pois é lá (em nós mesmos) que se encontram os meios para tal empreitada psicológica de ascensão ético-moral. Fácil? Não! Agradável? Não. Cansativo, exigente e perigoso? Sim. Mas necessário, pois sublime e edificante. Um propósito que vale à pena – o propósito da vida humana encarnada.

Educador Físico. Capoeirista. Filósofo. Espírita. Junguiano. Docente na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (Diamantina, Minas Gerais). Contato: leandro.palhares@ufvjm.edu.br.
05
Reflexão

Luiz Claudio Herman Polderman

Uma alegoria da consciência
Luiz Claudio Herman Polderman
Uma crítica

Trata-se de uma alegoria/mito sobre a nossa consciência e o modo de ver o real, a realidade e o Mundo, usando um método de exposição convincente e de fácil entendimento, porém, há falhas apontadas por Lévy-Strauss, entre elas, a necessidade de um guia para nos revelar “a verdade”, que, nos casos concretos históricos, nem sempre foram muito honestos, com a exceção do Cristo.

06
Robert Portoquá · poesia e imagem

Paulo Roberto Aleixo

Poemas
“Vou para as terras de Academus” · “Necas de pitibiribas”
Poema

Vou para as terras de Academus

Paulo Roberto Aleixo (Robert Portoquá)
Vou para as terras de Academus
Eu vou para a Academia
Tudo irá se desfazer
vai sobrar só o de menos
Mais não posso te dizer
senão com poesia
Mataram Sócrates?
Ou foi eutanásia?
Morreu Atenas
ficou Atena, apenas
a deusa da sabedoria
na academia
só entra quem conhece geometria
música e harmonia
quem foi afetado pelos deuses
purificado por expurgo
O homem é, na verdade
um Demiurgo
“com prazo de validade”
vencimento de imortalidade
limitação na infinidade
átomo na corporeidade
modo da Imanência
cogitação da existência
Porém
o desejo da guerra se aloja
no mais sórdido lugar
do cérebro des humano
Poema · 1/2

Necas de pitibiribas

Paulo Roberto Aleixo (Robert Portoquá)
A boca da noite engole a tarde
regurgita a madrugada
e quem fica de andada ali
logo transita da penumbra à claridade
Na sombra ou na escuridão
se-nos mostra seu verso
na expansão do universo
no reino da imensidão
Após a explosão
equilibra-se o tempo
na frágil linha que nos leva
dos sonhos aos pensamentos
Na cidade adormecida
à despertar-nos desejos
a sonharmos ensejos
que permitam civitanear
Burlar as Leis de Platão
com ciência
corpos, matérias ou massas a exalar calor
em cavernas sombrias seres imagéticos
hologramas rupestres escravizam mentes
E os mestres a tutelar seus pupilos
a materializar seus pensamentos
a manipular o universo ideal
a idealizar o cosmo mental
E as pupilas dilatadas
D2 enquadrado,
saindo pela tangente
da hipótese da elegante musa
Poema · 2/2

Necas de pitibiribas

Paulo Roberto Aleixo (Robert Portoquá)
Num triângulo amoroso
com o demiurgo a amar os catetos
dos quadrados, dos caretas
que subvertem a ordem natural das coisas
aplicando a força centrífuga
das máquinas dos sonhos
na ferocidade da luz
É Freud
ou seria Jung?
La can? I say
que nada sei!
Sê, necas de pitibiribas
resultar positivo
Descartes o Iluminismo
A fuga e o silêncio
A fuga e o silêncio
Paulo Roberto Aleixo (Robert Portoquá)
Imagem-síntese: o rosto, os olhos e a passagem — a saída da caverna como travessia do olhar.
07
Pintura · poesia

Sueli Alcântara

Três produções
“O Brotar do Invisível” · “O Existir” · “Início”
O Brotar do Invisível
Pintura — acrílica sobre tela, 90 × 60 cm

O Brotar do Invisível

Sueli Alcântara
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, é uma intensa metáfora criada pelo filósofo Platão, que tem uma força simbólica expressiva na qual me inspirei para esta pintura: ilustra a ilusão, a descoberta, a transformação e a busca pela verdade.
Esta é uma composição na tela de 90 x 60 cm. Título: “O Brotar do Invisível”. Parte central em forma de pirâmide, significando a caverna. Uma caverna profunda em tons escuros, com sombras projetadas na parede. As sombras são figuras distorcidas, representando dinheiro, poder, medo, vaidade, ilusões. Os rostos estão muito apagados, representando uma consciência adormecida.
Na extremidade do centro da pirâmide, tem a passagem – abertura para a Luz. De dentro da caverna em direção a esta luz, brota a Vida iluminada, o despertar da consciência, mostrando a transformação de Dentro para Fora, da qual emergem a natureza viva, as plantas, os pássaros, simbolizando a libertação interior. A fonte de luz é um Sol dourado, representando conhecimento e consciência.
A mensagem é: A luz já existia, só precisava encontrar uma passagem para se expressar.
O Existir
Pintura e poema

O Existir

Sueli Alcântara
Tudo que existe dentro reflete fora;
Tudo que está fora, de alguma forma, tenta entrar.
A sabedoria é saber quando deixar entrar e quando deixar sair.


Quando a Luz ilumina a sombra, a sombra deixa de ser peso; integra-se à luz.
O despertar da consciência acontece; com o encontro da Luz e da sombra; trazendo leveza, alegria e crescimento.
Início
Foto e poema

Início

Sueli Alcântara
Do fundo, do poço, do escuro, o desconhecido.
Do alto, de fora, da luz, o conhecido.
Inconsciente, consciente, mistura, o despertar.
Mentira, verdade, ignorância, o saber.
Morte, vida, vida, o renascer.
GP GEINFO · Gnosiologia, Ética e Informação · UFAL

Gratidão a todas e todos
que partilharam sua luz.

Web-exposição — O Mito da Caverna · 01/07/2026
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